Religiosidade


Umbanda Sagrada, Nossa Religião!
Não devemos “temer” ou simplesmente nos “envergonhar” por sermos Umbandistas, para tanto devemos compreender para termos subsídios a tanto nos orgulhar…
Fé e Religiosidade

Allan Kardec, em diversos momentos, alertou-nos sobre as conseqüências nefastas da religião quando vista e difundida sob o ângulo do dogmatismo, responsabilizando os adeptos que assim procedem até mesmo pela incredulidade alheia.

RELIGIÃO = FÉ = INTELIGÊNCIA / CRENÇA = COMPREENSÃO

Continuando descrevendo as palavras de Kardec:
“ A resistência do incrédulo, devemos convir, muitas vezes provém menos dele do que da maneira por que lhe apresentam as coisas. A fé necessita de uma base, BASE QUE É INTELIGÊNCIA PERFEITA DAQUILO EM QUE SE DEVE CRER. e para crer, não basta ver, é preciso, sobretudo, compreender.

A fé cega já não é deste século (séc.XIX), tanto assim que precisamente o dogma da fé cega é que produz hoje o maior número dos incrédulos, porque ela pretende impor-se, exigindo a abdicação de uma das mais preciosas prerrogativas do homem:

O raciocínio e o livre-arbítrio.
É principalmente contra essa fé que se levanta o incrédulo, e dela é que se pode, com verdade, dizer que não se prescreve.
Não admitindo provas, ela deixa no espírito a dúvida.

A fé racionada, por se apoiar nos fatos e na lógica, nenhuma obscuridade deixa. A CRIATURA ENTÃO CRÊ, PORQUE TEM CERTEZA, E NINGUÉM TEM CERTEZA SENÃO PORQUE COMPREENDEU.

“ Fé inabalável só o é a que pode encarar de frente a razão, em todas as épocas da Humanidade”. (Allan Kardec – O Evangelho Seg. O Espiritismo).
“ Pois muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.”
                                                                        Mateus 22:14

O Evangelho de Jesus nos diz que muitos são os chamados…
Ao observarmos as passagens descritas no Evangelho, vemos duas categorias de pessoa que colaboravam com o Mestre.
De um lado, os chamados Discípulos, ou aqueles que foram chamados a servir como aprendizes da escola espiritual que o Cristo coordenou, tal qual um professor.
A essa classe numerosa eram dados ensinamentos espirituais compatíveis com sua experiência e sua capacidade de entendimento.

Eram a maior parte.
De outro lado, havia o Apostolado, que fora conferido aos poucos.
Aqueles que dele usufruíram foram eleitos pelo Mestre devido a seu currículo espiritual, no qual certamente se registrava uma ficha de serviço mais intensa e ininterrupta.

Por essa razão vimos um número maior de discípulos e poucos apóstolos.
Aos Apóstolos eram conferidos ensinamentos mais amplos e detalhados, que exploravam idéias expressas aos demais apenas através de imagens e parábolas. Em contrapartida, exigia-se dos apóstolos atitudes mais condizentes com a importância da tarefa que lhes fora confiada.

“Ao transportarmos para o campo mediúnico, observaremos que muitos recebem o chamado da mediunidade como discípulos do Mestre, porém como médiuns, não dando respostas em suas vidas e atitudes com a intensidade que o serviço apostolar exige.

São apenas discípulos.
No entanto, há aqueles poucos que traduzem sua tarefa em obras de verdadeiro heroísmo espiritual, deixando suas marcas por onde passam.
É inegável que estes médiuns receberam uma outorga Divina e que já trazem do passado larga experiência no trato com as questões espirituais, o que lhes impõem inclusive certa conduta. Constroem sua obra espiritual, à medida que avançam, vão agregando e despertando outros discípulos do Mestre, que caminham tendo nesses servidores uma espécie de referência para seu roteiro de vida em busca da espiritualidade.

“Muitos são os chamados (Discípulos), mas poucos escolhidos (Apóstolos)”.