Ogum

Pai Ogum

Ogum é o Orixá da Lei e seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão e a emoção. É o Trono Regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos.

Ogum é sinônimo de lei e ordem e seu campo de atuação é a ordenação dos processos e dos procedimentos. O Trono da Lei é eólico e, ao projetar-se, cria a linha pura do ar elemental, já com dois pólos magnéticos ocupados por Orixás diferenciados em todos os aspectos. O pólo magnético positivo é ocupado por Ogum e o pólo negativo é ocupado por Iansã. Esta linha eólica pura dá sustentação a milhões de seres elementais do ar, até que eles estejam aptos a entrar em contato com um segundo elemento. Uns têm como segundo elemento o fogo, outros têm na água seu segundo elemento, etc.

Portanto, na linha pura do “ar elemental” só temos Ogum e Iansã como regentes.

Mas se estes dois Orixás são aplicadores da Lei (porque sua natureza é ordenadora), então eles se projetam e dão início às suas hierarquias naturais, que são as que nos chegam através da Umbanda. Os Orixás regentes destas hierarquias de Ogum e Iansã são Orixás Intermediários ou regentes dos níveis vibratórios da linha de forças da Lei.

E o mesmo acontece com Obaluaê e Iemanjá. Agora, Ogum e Iansã são os regentes do mistério “Guardião” e suas hierarquias não são formadas por Orixás opostos em níveis vibratórios e pólos magnéticos opostos, como acontece com outros.

Ogum e Iansã formam hierarquias verticais retas ou seqüenciais, sem quebra de “estilo” , pois todos os Oguns, sejam os regentes dos pólos positivos, dos neutros ou tripolares, ou dos negativos, todos atuam da mesma forma e movidos por um único sentido: aplicadores da Lei!

Todo Ogum é aplicador natural da Lei e todos agem com a mesma inflexibilidade, rigidez e firmeza, pois não se permitem uma conduta alternativa. Onde estiver um Ogum, lá estarão os olhos da Lei, mesmo que seja um “caboclo” de Ogum, avesso às condutas liberais dos freqüentadores das tendas de Umbanda, sempre atento ao desenrolar dos trabalhos realizados, tanto pelos médiuns quanto pelos espíritos incorporadores.

Dizemos que Ogum é, em si mesmo, os atentos olhos da Lei, sempre vigilante, marcial e pronto para agir onde lhe for ordenado.

Pai Ogum maior é sinônimo de Lei Maior, Ordenação Divina e retidão, porque é gerado na qualidade eólica, ordenadora do Divino Criador. Como ordenação divina, age apenas com energia, tanto atrativa como repulsiva, ordenando desde a estrutura de um átomo até a estrutura do Universo.

Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a ordenação dos processos e procedimentos. É o senhor do movimento, o senhor dos caminhos e das estradas, senhor que quebra as demandas, que arrebenta as amarras e nos liberta. Ele faz nossa vida se movimentar e, como ordenador, coloca as nossas prioridades à frente, na hora certa.

Ogum é a divindade que aplica a lei Maior, é o regente das milícias celestes, guardiãs dos procedimentos dos seres em todos os sentidos. É a divindade que aplica a Lei maior. Ele ordena a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Justiça, a Evolução e a Geração. Por isso, está em todas as outras qualidades divinas.
OGUM É CHAMADO DE “SENHOR DAS DEMANDAS”

É o Guardião do ponto de força que mantém o equilíbrio entre o que está no alto e o que está embaixo, positivo e negativo, Luz e as Trevas, a paz e as discórdias. Tudo no mundo gira e em torno do equilíbrio entre Luz e Trevas, Bem e Mal, positivo e negativo, alto e baixo, direita e esquerda , etc.

Se uma pessoa assume uma forma contemplativa de vida, está se colocando como mero observador do desenrolar do dia-a-dia da humanidade.

Como não é possível nem aconselhar nem assumir tal postura, o melhor a fazer é procurar Ogum como nosso guia de viagem na senda da Luz. Ele sempre nos avisará quando sairmos da linha do equilíbrio que divide a Luz das Trevas.

OGUM É O SENHOR DOS CAMINHOS – DAS DIREÇÕES

Os caminhos são o ponto de força, os santuários naturais de Pai Ogum. Por caminhos devemos entender as vias evolutivas, a evolução dos espíritos. Pai Ogum é o vigilante do caminho daqueles que empreenderam sua caminhada pela senda da Luz, mas vigia tanto o caminho para cima como para baixo. Ele é como um escudo protetor e luta para não deixar cair quem ele está protegendo. Se procurarmos Ogum como nosso guia de viagem na senda de Luz, ele sempre nos avisará quando sairmos da linha de equilíbrio que divide a Luz das Trevas. Quando auxiliamos, temos Ogum atrás para nos guardar, porém quando odiamos, temos Ogum à nossa frente para nos bloquear.

OGUM TAMBÉM É UM EXECUTOR DO KARMA

Pai Ogum vigia a execução dos carmas e tem sob suas ordens tanto a Luz como as Trevas. Como guardião do ponto de força do equilíbrio, comanda as entidades atuantes no nosso plano como agentes cármicos, ou seja, os Exus de Lei da Umbanda.

OGUM É UM GUADIÃO DO PONTO DE FORÇA DA Lei

Nessa função, Ogum abrange a todos e tudo o que alguém fizer envolvendo magia ou ocultismo será anotado por ele, para posterior julgamento junto ao Senhor da Lei que é Olorum.

OGUM É UM APLICADOR RELIGIOSO DA LEI MAIOR

Basta sairmos do caminho reto para sermos tolhidos pelas suas irradiações retas e cortantes. Suas irradiações retas são simbolizadas por suas “Sete Lanças”; as cortantes são simbolizadas pelas “Sete espadas” e sua proteção legal é simbolizada pelos seus “Sete Escudos”.

Quando a Lei quer recompensar, é Ogum quem dá, mas quando quer cobrar, é o seu negativo quem executa. Quando caminhamos rumo à Luz Ogum está à nossa direita; quando rumamos para as trevas, ele apenas inverte sua posição, mas não o lado. Portanto, ele estará à nossa esquerda anotando sentimentos e atitudes condenáveis.

Os caboclos Peitos de Aço são aplicadores naturais da Lei e ordenadores da evolução dos seres. São caboclos demandadores, no trabalho de choque com o baixo-astral.

Agem com inflexibilidade, rigidez e firmeza, são avessos às condutas liberais.

PAI OGUM
“Olorum é a Lei, e a Lei nos guia”

Tudo é regido por uma Lei imutável, a Lei do Criador a ordem das coisas em todos os planos da vida, e em todos os níveis de consciência.
Nas esferas superiores da Luz, há lei, ordem e harmonia e essa Lei dá os parâmetros para o nosso equilíbrio, evolução e vida no meio que nos acolhe.
Lei é ordem das coisas em todos os planos da vida e em todos os níveis de consciências e a Lei Divina é a Lei Maior, que rege tudo e a todos conduz na sua senda evolutiva. A Lei da Umbanda é essa Lei de Olorum (Deus) justa e poderosa. As outras leis estão dentro dela: Karma, reencarnação, causa e efeito e afinidades.
A Lei Maior é o campo de atuação de Pai Ogum que ordena os procedimentos, os processos e as normas ditadas pelo Divino Criador, anulando tudo o que estiver em desacordo com ela. Essa força que ordena tudo e todos está sempre presente tanto na estrutura do átomo, como na estrutura do universo. É a Lei Divina em ação.
No estágio humano nossa vida precisa ter sentidos à guia-la para adquirirmos equilíbrio, fortalecimento de nossa crença, firmeza nos princípios que nos regem e nos sentimentos de Amor pelo Criador e por Sua criação.
Nossa Lei não é dualista, ela não diz que “podemos fazer o bem com a mão direita e o mal com a esquerda”. Somente podemos fazer o bem.
Muitos direcionam a maior parte do potencial humano na busca de satisfação mundana (materialista) esquecendo-se que a vida tem sentidos superiores, êxtases verdadeiros. Precisamos desenvolver a consciência e as virtudes para sermos conduzidos de volta ao Todo, em um estágio superior da evolução, nos colocarmos em equilíbrio perante as Leis que regem toda a criação, vivenciando Olorum (Deus) em nós mesmos, com Fé, Amor, Razão, Lei, Equilíbrio, Conhecimento, Sabedoria e Perseverança.
Desenvolvermos as nossas virtudes, os nossos dons para nos tornarmos auxiliares diretos da Lei Maior, no socorro aos nossos semelhantes cumprindo com as obrigações para com Olorume e Sua Lei.
Os seres desequilibrados, os desregrados perecem diante da Lei Maior, que age por intermédio de Pai Ogum.
Desequilibrados são os espíritos que desvirtuaram ou se viciaram emocionalmente, anulando sua razão e capacidade de raciocínio.
Como ninguém se desequilibra por sí só mesmo, atrás de um desequilibrado estão outros.
No momento do desencarne (morte), o espírito desvirtuado automáticamente é atraído para as esferas cósmicas negativas (inferiores) desprovida de Luz (trevas). Aí sofre alteraçaõ em seu coropo espiritual, tornando-se irreconhecíve, com aparência desumana.
As trevas aparetam ser um inferno, mas é o mehor que a Lei pode fazer pelos desequilibrados e desregrados pois seus magnetivos negativos, não permitem sua condução para a Luz, pois nela não se sustentariam.
Um ser só sai da prisão das trevas, se clamar de coração pela misericórdia Divina, em seu auxílio.
Isto é a Lei e Pai Ogum é a Divindade que aplica a Lei Maior em tudo e em todos; ele é o comandante da milícia celeste, sempre vigilante e marcial, pronto a agir, anulando tudo o que for oposto à ela.

Salve nosso Pai Ogum!

OGUM – falar desse Orixá é falar de coragem, lei, ordem, ordenação, retidão e determinação, portanto Oferendamos Ogum para receber em nosso íntimo esses atributos e para manifestá-los em todos os sentidos das nossas vidas, seja profissional, material, emocional ou espiritual. Quando o Oferendamos pedimos também que nos envolva com sua força guerreira, solicitamos a abertura de nossos caminhos e a proteção de seus Guardiões da Lei. Ogum não julga nada nem ninguém pois esta atribuição pertence a Xangô. Ogum é quem aplica a Lei, portanto oferendar Ogum no sentido de submissão à Lei Maior e à Justiça Divina (ou seja, submissão a Deus) é dar as costas para receber os “chicotes” da Lei. Esses doem, mas são necessários para cessar nossas dividas cármicas acelerando nossa evolução espiritual. Feliz daquele que tem coragem, amor e fé suficientes para sentir tão grande Poder e Ação, fazendo valer o ponto: “o que se ganha de Ogum sóOgum pode tirar”. É por isso que dizemos que Ogum é quem ativa nossas próprias demandas como também é o único que tem o Poder de ordenar a quebra de nossas demandas, tudo pela determinação da Lei de Deus.